Há 7 anos que não morriam tantas pessoas nos primeiros 15 dias de Julho

Nos primeiros 15 dias de julho morreram 4.721 pessoas no País — desde 2013 que o número não era tão alto. Calor e falhas no acesso aos cuidados de saúde, provocadas pela Covid, podem explicar aumento.

O pico na mortalidade, registado no Portal da Vigilância da Mortalidade, da Direção-Geral de Saúde (DGS), poderá ser explicado, diz o Jornal de Notícias, que esta sexta-feira avança a informação (edição impressa), pelo calor extremo que se tem feito sentir em todo o território nacional e também pelas falhas recentes nos acessos aos cuidados de saúde provocadas pela reacção dos serviços à pandemia de Covid-19.

“As temperaturas muito elevadas, tal como acontece em momentos de muito frio, descompensam as doenças crónicas”, explicou Jorge Almeida, diretor do serviço de Medicina Interna do Hospital de S. João, que acrescentou ainda à equação a “fuga dos cuidados de saúde” motivada pelo “pânico” do novo coronavírus.

Em resposta ao jornal, a DGS confirmou o pico de mortalidade. Desde 2013, há sete anos, que não se registavam tantos mortes em Portugal na primeira quinzena de julho. Nesse ano, que ficou registado como um dos mais quentes, recorda o JN, morreram em todo o País, no mesmo período de tempo, 5.221 pessoas (mais 500 do que em 2020), tendo chegado a registar-se dias com mais de 400 óbitos declarados.

FONTEobservador.pt
COMPARTILHAR